Como foi gravado e editado o filme Birdman, para parecer que foi captado em um take, sem cortes

O filme “Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância)”, de Alejandro González foi o grande vencedor dos Oscars 2015 entre eles o de fotografia, a cargo de Emmanuel Lubezki.
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O Filme foi pensado para que parecesse ser um único plano sequência, que obviamente não foi, mas faze-lo parecer é por vezes bem mais complicado.
Para o conseguir fazer o diretor teve de chamar os melhores, para a fotografia o Emmanuel Lubezki, diretor premiado de Gravidade (2013), A Árvore da Vida (2011), Filhos da Esperança (2006), entre outros, e os editores Douglas Crise editor de: Onze Homens e um Segredo (2001), Traffic: Ninguém Sai Limpo (2000), 21 Gramas (2003), Boa Noite e Boa Sorte (2005), entre outros e Stephen Mirrione, editor de: Jogos Vorazes (2012), Onze Homens e um Segredo (2001), Babel (2006), entre outros.
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Um dos problemas se não o maior problema que tiveram era o acerto da luz, pois algumas cenas tinham intervalos de vários dias e gravado a horas diferentes.
Ao contrário do que se faz normalmente, devido aos movimentos complicados com a câmera na mão e em steadicam, ficou inviável fazer um preset tradicional de iluminação

Esse trabalho de acerto da luz ficou a cargo do colorista Steve Scott, veja a baixo como foi feita essa coloração.

Levando em consideração o estilo visual de Birdman, com dinâmicas complicadas de steadicam e movimentos de câmera na mão que flanam por todo o set, é impossível ter um preset tradicional de iluminação. A solução encontrada foi incluir o maior número possível de props luminosos no quadro – como abajures e letreiros – assim permitindo que tanto os atores quanto a câmera pudessem se movimentar livremente, mas ainda mantendo uma sensação de luz naturalista.

Em certa medida, boa parte da iluminação do longa vem de fontes de luz estrategicamente posicionadas. Ainda assim, contar apenas com props torna bastante difícil a tarefa de criar uma iluminação que pareça e dê a sensação de ser encenada, elemento essencial num filme que é basicamente uma elaborada peça de teatro filmada. Então Lubezki teve que encontrar uma forma de iluminar Michael Keaton de forma a conseguir o efeito glamuroso e dramático de luzes teatrais desejado, mas sem comprometer a necessidade de movimentar a câmera por uma infinidade de espaços. Ele falou sobre esse desafio em uma entrevista recente ao Hollywood Reporter:

Isso porque, por exemplo, a luz que ilumina o Michael Keaton no espelho do camarim irá criar uma sombra um minuto depois se a gente se movimentar dentro da sala. Então tivemos que cronometrar todas as mudanças de luz pra nos certificar de que as sombras não fossem visíveis. A cada take, havia 8 outras pessoas se mexendo comigo. Era como um balé – e isso tornou tudo mais empolgante.

Nos vídeos abaixo, é possível ter uma noção do quão trabalhosa foi trabalhar com essa mecânica de movimentação:

fonte: vetorfilmes

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